Pelo menos numericamente, a nova Assembleia Legislativa terá um equilíbrio de forças políticas em relação à atual legislatura que encerra o mandato no final de 2014. Os 30 deputados eleitos estão divididos em 17 partidos e o número de parlamentares por coligação deixou o plenário bastante plural. A sigla que elegeu o maior número de deputados foi novamente o PMDB, conquistando quatro cadeiras, sem se sobressair muito das demais. Hoje, quatro partidos (PMDB, PT, PDT e DEM) detêm 19 assentos.

Para os meios políticos, a forma como se deu a eleição deste ano contribuiu para o equilíbrio das forças políticas. Com a divisão dos partidos em três palanques eleitorais, favoreceu a articulação de chapas proporcionais mais variadas, o que garantiu o equilíbrio da disputa e, consequentemente, do resultado.
Essa divisão do plenário dificulta as movimentações em torno da criação de um sistema político sem divergências na Casa, comprometendo a tão aclamada harmonia entre os poderes do passado, dificultando o alinhamento total do plenário, não pelos ideais partidários, mas pela disputa de espaço político entre as bancadas e dentro delas.
O PMDB, do governador eleito Paulo Hartung, mesmo em tamanho bem reduzido elegeu a maior bancada, com quatro deputados: Hércules Silveira, Guerino Zanon, Marcelo Santos e Luzia Toledo. Os demais partidos de sua coligação garantiram boa representação, exceto o Pros.
No palanque do PT, a coligação proporcional com o PDT foi vantajosa e o partido elegeu três deputados, um a menos que em 2010, mas ainda assim uma bancada de destaque em relação às demais que vão compor o plenário. Além da reeleição de Rodrigo Coelho, o partido elegeu Padre Honório e Nunes.
A maioria dos deputados eleitos chegou à Casa pelo palanque de Renato Casagrande, o que não garante que eles terão uma postura de oposição ao governador eleito.
O PRP cumpriu a promessa de aumentar sua presença na casa e também se destaca dos demais partidos com três deputados: Dary Pagung, Almir Vieira e Hudson Leal. Elegeram dois deputados cada: PP, PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT.
Oito partidos ganharam uma cadeira cada na Casa: além do PR, PV e PMN, asseguraram representação os novatos SD, PEN e PSD, PTC e PRTB. Esses partidos, com deputados únicos, precisam se consolidar no jogo político. Por isso, a tendência é que atuem de forma mais independente.

