O deputado federal Paulo Foletto (PSB) negou qualquer movimentação envolvendo sua saída da disputa proporcional para ocupar a vaga de vice na chapa do governador Renato Casagrande. Ele garante que sua candidatura está consolidada e o planejamento da campanha para a disputa à reeleição para a Câmara dos Deputados segue a todo vapor.
Foletto afirmou que é natural que os partidos que buscam aliança façam suas propostas para buscar acomodação no palanque, mas o PSB tem também sua meta para a eleição deste ano. “Cada um quer garantir seu prato de comida”, disse o deputado. O PSB quer eleger deputados federais, assim como as demais siglas, já que isso representa aumento do tempo de televisão e do fundo partidário.
O socialista, que é vice-presidente do partido no Estado, afirmou que o momento eleitoral é de muita movimentação das lideranças e que não é possível ainda falar em coligações para a disputa deste ano. Até a convenção do PSB, que será no dia 28 de junho, as questões pendentes entre os partidos serão resolvidas.
Mas o objetivo agora é garantir o apoio à candidatura do governador Renato Casagrande à reeleição para o governo do Estado. Ele afirma que as conversas com os aliados estão evoluindo e acredita que a chapa será proveitosa não só para o partido, mas também para quem negocia com os socialistas.
As lideranças políticas do Estado se voltam para as articulações entre PSB e PSDB. No início da semana, o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas lançou a pré-candidatura ao Senado e, devido às movimentações entre os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), sua ação foi considerada um passo a mais na direção do palanque de Renato Casagrande.
Nos meios políticos, porém, as informações são de dificuldade de acomodação dos tucanos em uma chapa que garanta duas vagas para o partido. Daí surgiu a ideia de que Foletto seria descolado para a majoritária. Embora a conversa tenha sido descartada pelo próprio deputado, a movimentação foi vista por observadores como interessante, já que em uma disputa polarizada e prevista para se radicalizar entre Casagrande e Hartung, os candidatos ao governo tendem a procurar vices que tenham boa densidade de votos para reforçar o palanque.

