Ao observar o perfil dos entrevistados na pesquisa Brand/Século Diário é possível perceber a oscilação dos dois principais candidatos ao governo do Estado, o Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB). Neste sentido, a região da coleta, idade, renda familiar e escolaridade mostram em que setores os candidatos subiram e em quais caíram na preferência dos eleitores.
De acordo com a pequisa, na região noroeste, Paulo Hartung subiu de 54 para 59%. Já na Central Sul, caiu de 56% para 42% na comparação com a pesquisa de agosto. Chama a atenção o fato de um de seus principais aliados, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM), ser da região, sinal de que a transferência teve algum ruído no último mês.
Casagrande teve seu pior desempenho na Sudoeste Serrana, caindo de 56 para 44% em um mês. Na região central serrana, que está no raio de influência do candidato a deputado federal Paulo Foletto (PSB), Casagrande cresceu de 9 para 29%, sinal de que a transferência, neste caso, deu certo.
Sobre a renda familiar, o crescimento de Renato Casagrande subiu de 27 para 46% entre os entrevistados mais pobres, com renda até um salário mínimo (R$ 724,00). Foi o segmento onde ocorreu a maior queda de Paulo Hartung, de 50 para 40%.
A maior queda de Casagrande foi entre os entrevistados que tem renda acima de R$ 14 mil: de 40 para 37%. Já Hartung cresceu entre os entrevistados que têm renda até de R$ 7.240 a R$ 14.480, de 32 para 53%.
Casagrande também sai na frente entre os que têm menos escolaridade. No ensino fundamental foi de 27 para 35% e entre os entrevistados sem instrução o crescimento foi de 32 para 57%. Hartung tem a melhor resposta entre os eleitores com nível superior, subindo e 38 para 48%.
A maior queda aconteceu entre os sem instrução de 43 para 25%. Este pode ser um indício de que as denúncias de privilégios a parentes tiveram mais repercussão entre os mais pobres.
Quanto à idade dos entrevistados Hartung é o preferido na faixa etária 25 a 34 anos e subiu de 37 para 42%. O ex-governador perdeu capital entre os eleitores com mais de 60 anos, caindo de 49 para 44%. Casagrande cresceu mais entre os jovens saindo de 22 para 34%.

