Sem um sucessor eleito ou a reeleição garantida, o prefeito de Guarapari, Edson Magalhães (PPS) parece acreditar que não precisa fazer transição. Mas não é bem assim, o prefeito deveria liberar o acesso às informações da prefeitura para os vereadores eleitos.
Isso porque, de 1 de janeiro até 3 de fevereiro, quando acontecerá a nova eleição no município, o presidente da Câmara de Vereadores é quem vai assumir a prefeitura. Para isso, precisaria ter acesso às informações da municipalidade.
A escolha do presidente da Câmara deve ser antecipada para que o vereador escolhido possa assumir a prefeitura. As movimentações apontam para a eleição do pedetista Wanderlei Astori. No último dia 14, os vereadores se reuniram e decidiram lançar uma chapa única, para a presidência da mesa, que será eleita no dia 1º de janeiro. Além de Astori na presidência, a chapa conta também com Jorge Ramos (PPS), como 1º vice-presidente; Aratu (PV) 2º vice; Lincoln (PTN) como 1º secretário; e Fernanda Mazzelli (PSD), 2ª secretária.
No município, a atitude do prefeito de fechar as portas para os vereadores, já está trazendo leituras aos meios políticos locais. Ventila-se que o caixa da prefeitura está vazio, daí a resistência do prefeito em apresentar os números contábeis e as pendências da prefeitura para o próximo ano.
Magalhães ainda alimenta a esperança de reverter a decisão da Justiça Eleitoral que indeferiu sua candidatura à reeleição, porque entendeu que o prefeito estaria disputando o terceiro mandato. A decisão agora depende do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, relator do Recurso Especial impetrado pelo prefeito.
Mas a classe política local não acredita que o prefeito consiga reverter a situação no Supremo e por isso se movimenta para uma eleição em que o cenário será bastante diferente. Sem o mandato e fora da disputa , a expectativa é de que o prefeito não consiga transferir os votos para seu aliado, o empresário Orly Gomes (DEM).

