A entrevista do deputado federal Camilo Cola (PMDB) ao jornal A Gazeta nesse domingo (16) repercutiu negativamente nos meios políticos de Cachoeiro de Itapemirim, sul do Estado. Ao contrário do que vem propagando, de que não encontrou no município um nome que possa sucedê-lo à altura na Câmara, o deputado federal vai ter, sim, com quem disputar a eleição.
Nesse sábado (15), o secretário de Desenvolvimento Social do município, o vereador Professor Léo (PT), assinou o livro de candidaturas em plenária realizada em Vitória, colocando seu nome à disposição para concorrer a uma vaga de deputado federal. Vereador mais votado em 2012, ele vai enfrentar o peemedebista nas urnas.
O secretário reagiu às declarações do deputado federal. “O sul do Estado é grande, cheio de prefeitos, vice-prefeitos e centenas de vereadores. Se ninguém se ofendeu com o fato de Camilo Cola dizer que as pessoas não têm espírito cívico e disposição, eu me ofendi, porque atuo na política há anos, militando nos movimentos sociais”, rebateu o Professor Léo.
Professor Leo vai disputar a eleição de deputado federal em dobradinha com o subsecretário de Direitos Humanos do Estado, Perly Cipriano, que vai lançar candidatura à Assembleia Legislativa. Diferentemente de Camilo Cola, o vereador não se sente desestimulado pela distância entre Cacheiro e Brasília.
Aliás, criticou a afirmação do deputado de 90 anos de que o fato de ter um avião o torna o único em condições de se deslocar para Brasília. Camilo Cola entrou na bancada como suplente da coligação PMDB-PT e PSB, formada em 2010. Primeiro, no lugar de Iriny Lopes (PT), que havia assumido a Secretaria da Mulher da Presidência da República e, em 2012, e retornou com a eleição de Audifax Barcelos (PSB) na prefeitura da Serra.

