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Promessa de saída do PSB do governo Dilma acende sinal de alerta no Estado

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, parece mesmo decidido a iniciar a construção de seu palanque presidencial para 2014 e mandou mensagem a integrantes do PSB, sobre a saída do governo Dilma Rousseff até o final do ano, segundo reportagem do Valor Econômico. 

Eduardo Campos, que esteve no Estado no último fim de semana, acompanhando o desfile das escolas de samba, deve ter conversado com o governador Renato Casagrande sobre o assunto. O Espírito Santo está no mapeamento feito pelo partido dos palanques estaduais para 2014. Casagrande vai disputar a reeleição, e ao lado de outras 11 candidaturas do partido, terá a missão de fortalecer o palanque presidencial.

O problema é que Casagrande vem preparando um palanque para reeleição em um clima de unidade. A ideia é manter e ampliar a base de 16 partidos que participaram de seu palanque em 2010, entre eles o PT. No Estado, as duas siglas têm uma parceria histórica e no governo de Casagrande o partido tem papel de destaque.

Além do vice-governador, Givaldo Vieira, que ganhou espaço para construir sua candidatura a deputado federal, o partido tem ainda as secretarias de Assistência Social e Direitos Humanos, além da pasta do Turismo. Com o enfraquecimento de lideranças do PMDB, o ex-prefeito de Vitória João Coser poderia ser o candidato do PT ao Senado no palanque palaciano.

Como o PT precisa fortalecer o palanque de Dilma Rousseff, que inclusive tem dificuldades com o eleitorado capixaba, os petistas do Estado podem ter que buscar espaços em outros palanques, quebrando a unidade do governador Casagrande.

As articulações de Campos para a construção de seu palanque estão avançadas e além da movimentação para atrair lideranças de outros partidos para fortalecer sua candidatura, o governador de Pernambuco trabalha, segundo o Valor Econômico, para alcançar a meta de ter cinco dos 20 minutos do programa de televisão.

As eleições de Renan Calheiros (PMDB-AL) para a presidência do Senado e de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a Câmara foram episódios que subsidiaram a justificativa para o afastamento. O PSB não apoiou as eleições dos peemedebistas e o partido tenta vender a ideia de que não abona práticas políticas ultrapassadas.

 

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