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Remanescentes do blocão podem incomodar Hartung na Assembleia Legislativa

O arranjo em torno da candidatura da reeleição do presidente da Assembleia, deputado Theodorico Ferraço (DEM), não reflete um cenário de unanimidade governista no plenário da Assembleia. O naufrágio da candidatura de Josias Da Vitória (PDT) esvaziou o bloco de 16 deputados que pregava a independência entre Legislativo e Executivo, mas ainda sobraram alguns remanescentes.
 
Os deputados foram claramente preteridos no processo de discussão da eleição da Mesa Diretora da divisão dos espaços nas comissões. Porém, se de um lado Hartung esvazia o grupo e garante um plenário submisso, de outro pode reforçar o perfil independente de alguns parlamentares. 
 
Dos 30 deputados, 26 assinaram o documento do bloco governista. Os quatro que não assinaram são: Marcelo Santos (PMDB), Gilsinho Lopes (PR), Freitas (PSB) e Marcus Mansur (PSDB). Isso não significa, porém, que seja um grupo formado e coeso, pronto para o enfrentamento ao governo do Estado. É preciso separar o grupo. 
 
Mansur é tucano e pode ser enquadrado pelo partido, já que o PSDB faz parte do governo, inclusive, com a vice. Já o deputado Freitas não tem como se acomodar no grupo governista, devido à sua marca socialista. O deputado foi um dos principais defensores do ex-governador Renato Casagrande, daí a impossibilidade de haver conciliação com o Palácio Anchieta.  Ao mesmo tempo Freitas também não tem perfil de enfrentamento político. 
 
Marcelo e Gilsinho são os únicos que podem empreender uma posição mais crítica em relação ao Palácio Anchieta, sobretudo Gilsinho Lopes (PR), que no governo passado também mostrou independência em relação ao governo de Renato Casagrande e deve manter a mesma postura no governo Paulo Hartung. Mesmo com a adesão do presidente do partido dele, senador Magno Malta, ao grupo do governador, Gilsinho tem capital eleitoral próprio e não deve ser pressionado pelo partido. 
 
Os dois deputados têm ainda um trunfo na Casa, foram os articuladores da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que abriu a brecha no Regimento Interno da Assembleia que possibilitou a recondução do presidente Theodorico Ferraço ao comando da Casa. Neste sentido, Ferraço teria uma dívida política com os deputados, o que lhes daria tranquilidade para transitar na Legislativo com a postura independente, sem retaliações. 

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