Em uma tramitação relâmpago, está criada mais uma unidade do Escola Viva no Estado. O prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) sancionou nesta quarta-feira (13) a lei que autoriza o município a doar uma escola, que já está em funcionamento, atendendo alunos do ensino fundamental, em Cobilândia, para que o governo crie mais uma unidade do programa que tem sido sua aposta para uma vitrine política.
O projeto chegou a Câmara no mês passado e tramitou em regime de urgência, sendo aprovado em sessão extraordinária, no último dia 4. A assinatura da lei, contou com a presença do secretario de Educação do Estado, Haroldo Rocha, e do presidente da Câmara, Ivan Carlini (DEM).
A nova unidade do Escola Viva vai atender alunos de ensino médio e do ensino fundamental. E nem poderia ser diferente, já que o município está abrindo mão de uma responsabilidade que é o ensino fundamental para doar o prédio para o governo do Estado.
O imóvel, com área total de 5.771,29 metros quadrados, em Cobilândia, hoje abriga a Unidade Municipal de Ensino Fundamental (Umef) Paulo Mares Guia. Das 600 vagas previstas para a Escola Viva, 420 serão destinadas aos alunos do Ensino Fundamental, divididos em 12 turmas para o 6ª, 7ª, 8ª e 9ª ano, com três turmas para cada um, e 180 para estudantes do Ensino Médio, com quatro turmas: duas para o 1ª ano, uma para o 2ª ano e outra para o 3ª ano.
Com a doação do prédio pela prefeitura de Vila Velha ao Estado, sobe o número de unidades prometidas para 2016. Em funcionamento hoje está apenas a unidade de São Pedro, em Vitória, que funciona no antigo prédio da Faesa. Outras três unidades já foram anunciadas para este ano, além de Vila Velha, estão previstas unidades em Serra, com 720 vagas oferecidas na nova escola Joaquim Beato, em Planalto Serrano; em Muniz Freire, onde foram ofertadas 570 vagas; e em Ecoporanga, na Escola Estadual Daniel Comboni, onde serão oferecidas 640 vagas para o ensino médio. Até 2018, o governo pretende implantar 30 unidades do programa Escola Viva.
Nem tudo são flores para o governo em relação ao programa que pretende ser o carro-chefe de sua vitrine na área de educação. No interior do Estado há muita resistência por parte da comunidade escolar na implantação do programa, principalmente em escolas profissionalizantes. Já houve ocupações de escolas em Colatina e São Mateus contra a implantação do programa e cobrança de atenção às escolas da rede regular de ensino, que estão com sérios problemas de estrutura e infraestrutura.

