A deputada federal Rose de Freitas (PMDB) destoou de seus adversários no quesito arrecadação para a campanha eleitoral deste ano. Se somadas as arrecadações de João Coser (PT), com 2,03 milhões, e Neucimar Fraga (PV), com 2,15 milhões, os adversários não alcançam os R$ 4,97 milhões da peemedebista.
O que chama a atenção na lista de financiadores de campanha da deputada federal é o montante doado pela Copper Trading, empresa que pertence ao primeiro suplente da peemedebista, o empresário Luiz Pastore. Ele investiu R$ 1,2 milhão na campanha da senadora eleita.
Além de das doações da Copper Trading, Pastore também teria agido na capitação de recursos de outras empresas para a campanha de Rose de Freitas. Durante a campanha, a escolha do empresário para assumir a primeira suplência da peemedebista foi alvo de críticas dos adversários.
A senadora foi acusada de negociar sua vaga, e que uma vez eleita, disputaria a Prefeitura de Vitória, abrindo a possibilidade de Pastore assumir a vaga. O problema levantado pelos adversários é que neste caso o Espírito Santo perderia uma vaga no Senado, já que Pastore é de São Paulo. Ele já foi suplente no passado de Gerson Camata, mas não havia expectativa de que ele viesse a assumir a vaga do peemedebista.
Também chama a atenção o investimento da Ibrame Indústria Brasileira de Metais S/A na campanha da peemedebista. Foram mais de R$ 1 milhão em doações para Rose de Freitas. Siderúrgicas, empresas de extração de rochas ornamentais e empresas de logística também costam na lista.
Os recursos captados por Neucimar Fraga (PR), que ficou em segundo lugar na corrida eleitoral, vieram de algumas empresas, mas boa parte de pessoas físicas e, a maioria, da campanha do governador Renato Casagrande (PSB).
O petista João Coser recebeu boa parte dos recursos da nacional do PT e da campanha da presidente Dilma Rousseff. Mas os recursos, vindos por meio do partido, são oriundos de construtoras, incorporadoras e mineradoras instaladas no Estado.

