O ex-prefeito de Guarapari, Edson Magalhães, anunciou no início da semana sua saída do PPS, partido pelo qual foi eleito e disputou a reeleição em outubro passado. Mas, ao deixar a sigla, o prefeito que ainda alimenta a esperança de ver seus 39.027 votos validados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), anula qualquer chance de voltar à prefeitura.
De acordo com a lei da fidelidade partidária, Magalhães perderia o cargo se conquistasse a prefeitura, já que os mandatos pertencem ao partido e não ao candidato. A relação do prefeito com o PPS nunca foi boa, já que quando prefeito ele privilegiava seu grupo político em vez das definições partidárias.
Caso consiga uma vitória no Supremo, o que o mercado político local considera muito difícil, o PPS reivindicaria o mandato do ex-prefeito. Magalhães teve os votos anulados pela Justiça Eleitoral, que entendeu que o ex-prefeito estaria disputando o terceiro mandato.
A gota d’água na relação de Magalhães com o PPS aconteceu nas movimentações para a escolha de um aliado que substituísse o ex-prefeito na nova eleição, que deve acontecer no próximo mês em Guarapari. Em vez de escolher um correligionário, Magalhães passou a apoiar Orly Gomes (DEM), por orientação de seu padrinho político, o presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço, também do DEM, e do ex-governador Paulo Hartung. Inclusive, especula-se que o destino natural do ex-prefeito seja o DEM.
O PPS definiu que colocaria um outro nome para a nova disputa sem o apoio de Magalhães e definiu que Joffre Assad disputará a nova eleição. Além de Assad, outros nove nomes estão cotados para o novo pleito, entre os que têm mais chance estão o de Orly Gomes e os outros dois candidatos que disputaram com Magalhães a eleição de outubro passado: Ricardo Conde (PSB) e Carlos Von (PSL). Os partidos têm também até esta sexta-feira 94) para definir os nomes dos candidatos que disputarão a eleição. A partir deste sábado (5), os candidatos com registro deferido poderão pôr a campanha nas ruas.

