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Secretário-geral do PT vai monitorar movimentações no Espírito Santo

Não o presidente nacional do PT, Rui Falcão, ou tampouco o ex-presidente Lula quem vai acompanhar de perto as movimentações do partido no Espírito Santo. A missão ficou com o secretário de Saneamento e Habitação do Distrito Federal, Geraldo Magela, secretário-geral da sigla. Magela deverá orientar e cobrar um posicionamento do partido que atenda à necessidade de reeleição da presidente Dilma Rousseff e a composição de uma candidatura ao Senado, que são as prioridades do PT nacional.
 
Não vai ser fácil. O entendimento de parte do partido hoje é a de continuar no palanque do governador Renato Casagrande para negociar os espaços que o partido ocupa – tem a vice-governadoria e mais duas secretarias – e buscar uma acomodação proporcional que garanta a manutenção das bancadas federal e estadual. 
 
O problema é que o objetivo do PT nacional, mais precisamente do ex-presidente Lula, é isolar o palanque do presidenciável do PSB, o governador de Pernambuco  Eduardo Campos, nos Estados. Embora o governador Renato Casagrande ofereça uma postura de neutralidade na disputa nacional e a vaga ao Senado para o PT, a identidade socialista de Casagrande pode colar sua imagem à do presidenciável pernambucano. 
 
 
O PT nacional neste sentido força uma aliança com o PMDB no Estado, um movimento que poderia ser encabeçado sem problemas  pelo presidente regional do partido João Coser, que é aliado do ex-governador Paulo Hartung. Coser  e o peemedebista  teriam uma costura de bastidores que garantiria ao petista a suplência do Senado, já que o ex-governador estaria de olho no comando da Petrobras no Estado. Uma vez eleito para o mandato de oito anos, abriria mão de parte desse período para Coser. 
 
Mas essa movimentação não é interessante para o PT nacional, já que isso significaria uma chapa PMDB e PT, puxada pelo senador Ricardo Ferraço como candidato ao governo e Hartung na disputa ao Senado. O PT nacional faz questão da chapa puxada pelo ex-governador. Além disso, a protelação de Hartung em definir sua participação no pleito deixa o PT nacional em uma situação complicada em relação à disputa. Precisa de uma definição local para orientar o PT sobre seu papel. 
 
Para complicar ainda mais a movimentação do grupo de Hartung, a senadora Ana Rita assinou no último sábado (15) o livro de candidatura. Ela vai disputar internamente com Coser a vaga de candidato ao Senado, que, aliás, seria naturalmente dela, já que está no mandato. Embora, dentro do partido Coser tenha maioria, o enfrentamento a Ana Rita vai levar o debate sobre a eleição a ser aprofundado dentro do partido, dificultando as movimentações da cúpula petista.

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