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Torcendo muito

O governador eleito Paulo Hartung (PMDB) não faz evento de rua para campanha presidencial. Mas este ano está se manifestando a favor do candidato de seu palanque, o que é uma grande diferença em relação às disputas anteriores, das quais ele manteve sempre segura distância. 
 
E ele tem que torcer para Aécio Neves (PSDB) vencer, mesmo. Seu comportamento com o PT local e nacional não vai abrir portas em Brasília para o governo. Não que ele esteja unha e carne com Aécio, muito pelo contrário. 
 
Em recente evento nacional, o presidenciável vetou o peemedebista de falar. Está magoado pelo abandono no momento mais difícil da campanha do tucano, quando ele vinha em terceiro, atrás de Marina Silva. Com Aécio, o governador terá dificuldades de relacionamento, mas como o partido ganhou espaço no Espírito Santo, pode conseguir apaziguar as mágoas da campanha. 
 
Mas isso, se o tucano vencer. Se a presidente Dilma se reeleger o período não será bom para Hartung. Seu histórico ao lado dos candidatos a Presidência do partido não é bom. As lideranças nacionais também não integram seu fã-clube e o Espírito Santo não é visto no cenário nacional como o coitadinho que a lideranças daqui pintam. 
 
Sem uma liderança política de influência no governo federal e a pouca simpatia pelo governador, será difícil conquistar o interesse de Dilma pelo Estado. Ainda mais se ela perder a eleição no Estado, o que aconteceu nas outras campanhas petistas no Estado. 
 
O caminho será apostar naquilo que Hartung tanto prega, mas que pouco empreendeu em seus dois mandatos. O caminho dos recursos federais passa por projetos bem elaborados e sérios. Investir nesses projetos é uma forma de driblar o jogo político e conseguir acesso as verbas federais e os empréstimos do BNDES.
 
Mas aí será preciso fazer um governo com alto grau de capacitação técnica e não com um grupinho de velhos amigos que ainda repete o já batido discurso da sociedade da informação, da globalização e outros clichês do início da década de 1990, tão abstratos e vazios de significado em uma sociedade que necessidade respostas rápidas para problemas concretos. 
 
 
Fragmentos:
 
1 – Os tucanos da Capital estava em polvorosa nessa segunda-feira (20). Era a tensão pré-Data Folha, que mostrou a virada de Dilma para cima de Aécio Neves. Mesmo dentro do empate técnico, a mudança de posição e o aumento da rejeição do presidenciável acenderam o sinal de alerta.
 
2 – Theodorico Ferraço (DEM) sobre a condenação em primeira instância: “Ele é meu inimigo pessoal. Estou processando ele”. Isso mostra como Ferração é uma figura incomum. Se não existisse, alguém teria que inventá-lo. 
 
3 – A Câmara da Serra está fazendo uma competição com a Assembleia Legislativa para ver quem derruba mais sessões?

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