A decisão sobre a peleja que se desenrola no diretório do PSDB de Vitória, desde a Convenção do partido no último dia 16 de março, deve sair até o fim desta semana. O pedido de anulação da eleição do novo comando do ninho tucano da Capital foi analisado pelo diretório estadual na manhã desta segunda-feira (1), mas o presidente do partido, deputado federal César Colnago, ainda não bateu o martelo sobre o assunto.
Ele pediu um prazo de 72 horas para decidir sobre a anulação da convenção, o que levaria a uma intervenção da estadual no diretório municipal. A polêmica aconteceu depois que o empresário Cassinho Ayres, militante do partido, pediu a anulação da convenção, alegando que houve desrespeito a dispositivos do regimento interno do partido.
O problema seria que, após conseguir costurar a eleição de Aluízio Ramaldes para sua sucessão no diretório municipal, o antigo presidente, vereador Luiz Emanuel Zouain, teria imposto a composição do diretório com aliados, o que irritou parte da militância.
O pedido de anulação aconteceu na véspera da convenção, mas a Estadual só se reuniu nesta segunda para discutir o assunto. A demora acabou criando desdobramentos desgastantes para partido. Cassinho e Luiz Emanuel chegaram a discutir publicamente, o que criou um clima tenso no ninho tucano.
Para evitar novos desgastes, Colnago proibiu os envolvidos de falarem sobre o assunto. Antes da reunião, Zouain publicou nas redes sociais sua impressão sobre o caso. “Se quiserem um partido descente, atuante e linkado com os interesses sociais, vão referendar o nome de Aloísio Ramaldes e de todos os outros 44 membros titulares e 15 suplentes do Diretório Municipal, eleitos em uma convenção absolutamente dentro dos costumes partidários no último dia 16 de março”, disse o vereador em sua página no Facebook.
No ninho tucano, o clima não é favorável à manutenção do resultado da convenção da municipal. A possibilidade de intervenção na municipal é grande, já que a insatisfação da base é forte, sobretudo, em relação aos resultados das últimas eleições, que diminuiu o espaço político do partido no Estado.

