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Vereza defende Dilma e Vítor Buaiz e ataca governo tucano

O deputado estadual Claudio Vereza (PT) está em momento de acerto de contas na Assembleia Legislativa. Essa foi a impressão passada pelo parlamentar na sessão ordinária na manhã desta quarta-feira (3). O deputado, que não é candidato à reeleição em outubro próximo, defendeu de forma contundente os governo federal na era petista (Lula e Dilma) e o governo do Estado, Vítor Buaiz. 
 
O deputado reconheceu as dificuldades causadas pela própria bancada petista, à época, incluindo ele próprio, que não compreendeu a conjuntura do momento e foi “dura demais com o governador” Buaiz. O deputado alertou que o seu pronunciamento se tratava de uma retratação pública. 
 
Ele lembrou do reajuste linear 25% em um período de inflação galopante. O reajuste na verdade foi concedido por pressão da bancada, mas com a conversão da moeda para URV, houve grande prejuízo político. 
 
Para Vereza, Vítor Buaiz “passou o pão que o diabo amassou” no governo de Fernando Henrique Cardoso, que segundo o petista não liberou recursos para o Estado. Sobre as críticas à presidente Dilma Rousseff pelas poucas vindas ao Estado, Vereza destacou que Fernando Henrique veio ao Espírito Santo em seus dois mandatos duas vezes. A primeira para a expansão da Aracruz Celulose (Fibria) e a segunda para a inauguração do CPVV, o porto anexo ao Penedo. 
 
Vereza foi interrompido pelo deputado Elcio Alvares (DEM), que na época era líder do governo FHC, tentou defender o tucano, afirmando que o ex-presidente havia contemplado o Estado sim, mas se atrapalhou com as palavras ao dizer que “alguns benefícios foram conseguidos por intermédio dele” e foi interrompido por Vereza: “Alguns, alguns”. Alvares tentou consertar: “Na verdade foram vários”. Mas Vereza recuperou o discurso de forma dura. “Não veio nada para o Espírito Santo”.
 
O deputado também defendeu os ex-ministros do governo Lula José Dirceu e Antonio Palocci. Ele lembrou que ao chegar ao governo do Estado, em 2003, Paulo Hartung tinha problemas financeiros sérios, muito por conta da falta de recursos do governo federal. O petista lembrou que foram os ministros de Lula que buscaram uma fórmula para ajudar o Estado. Segundo Vereza, foi daí que surgiu a antecipação de R$ 300 milhões em royalties do petróleo para desafogar as dívidas do governo. “Isso hoje não é lembrado”, cobrou.

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