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Dois terços dos brasileiros acham que a segurança não vai melhorar

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (18) quis saber qual é a percepção da população sobre a segurança. Para dois terços dos brasileiros, a segurança vai ficar como está ou piorar. Apenas 27% apostam numa melhora. 
 
Esse pessimismo se reflete em outros dados da pesquisa. Das 2002 pessoas ouvidas em 24 Estados, incluído o Espírito Santo, só 29,9% avaliam a segurança como boa ou ótima na cidade em que moram. Novamente dois terços dos entrevistados consideram a segurança regular (37,5%); ruim (13,3); ou péssima (19%). 
 
Apesar da avaliação negativa, a segurança ainda não é considerada a área mais crítica na opinião dos brasileiros. A saúde, na visão de 84,4% dos entrevistados, ainda é o setor que necessita de mais melhorias; seguido da educação (47,6%); e da segurança (35,1%). 
 
    
 
Considerando que os dados da pesquisa são nacionais, é que a média de homicídios no Brasil é de 22 assassinatos por 100 mil habitantes, a percepção da violência pode ser bem maior nos Estados que convivem com índices mais elevados de criminalidade. Caso do Espírito Santo. No segundo Estado onde mais se mata no País, a taxa de homicídios é o dobro da média nacional, que já é considerada intolerável para os padrões internacionais. 
 
        
 
Enquete
 
Enquete proposta por Século Diário, embora não possa ser comparada com a pesquisa, revela que a maior preocupação do capixaba pode ser com a segurança. 
 
A enquete perguntou ao leitor qual das cinco áreas (saúde, educação, segurança, drogas e saneamento) ele julgava mais crítica no Estado. 
 
A última parcial da enquete indicava a segurança como a mais crítica, com 54% dos votos. Em seguida os leitores apontaram a saúde (31%); drogas (7%); educação (6%); saneamento (2%). É importante destacar que boa parte dos internautas que responderam à enquete são moradores de Vitória, Vila Velha e Serra. 
 
Embora a enquete não tenha nenhuma cientificidade, não é de se admirar que a percepção da violência esteja presente no inconsciente coletivo do capixaba. Pudera, num Estado onde cinco pessoas, em média, são assassinadas todos os dias, não podia ser diferente.

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