Os bancários em greve desde a última quinta-feira (19) realizaram atos públicos no Estado com o objetivo de chamar atenção para as reivindicações da categoria. Nesta quarta-feira (25), foram 249 agências fechadas no Estado, sendo 154 na Grande Vitória e 95 no interior. Bancários de Colatina, no noroeste do Estado, saíram às ruas do município, e em Cachoeiro de Itapemirim, no sul, realizaram ato conjunto com os trabalhadores dos Correios, também em greve.
Na Grande Vitória não estão em funcionamento 34 agências da Caixa Econômica Federal, 47 do Banestes e 37 do Banco do Brasil. Já no interior estão fechadas 31 agências da Caixa, oito do Banestes, 39 do Banco do Brasil e quatro do Banco do Nordeste. Em todo o Estado 49 agências privadas estão paralisadas, sendo 11 do Santander, 15 do Bradesco, 15 do Itaú, seis do HSBC, uma do Banco Mercantil do Brasil e uma do Safra.
Em Colatina, os bancários saíram da subsede do Sindicato dos Bancários no município e seguiram em caminhada até a agência do Bradesco no Centro da cidade. O banco era o único da região que ainda não havia sido fechado e teve as atividades paralisadas. Em Cachoeiro de Itapemirim todas as agências bancárias permanecem fechadas desde segunda-feira (23).
Os banqueiros ainda não se manifestaram em relação à greve da categoria, portanto, não há perspectiva de nova negociação. Diante do silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), o Comando Nacional dos Bancários se reúne nesta quinta-feira (26) às 14 horas, em São Paulo, para fazer uma avaliação da primeira semana da greve.
Os bancários reivindicam reajuste de 11,93%, que corresponde a 5% de aumento geral mais inflação projetada de 6,6%; Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15; piso salarial de R$ 2.860,21, que é o piso do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche ou babá no valor de R$ 678 ao mês para cada, equivalente ao salário mínimo.
Já os trabalhadores dos Correios reivindicam reajuste de 15% e reposição da inflação. A pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) também pleiteia uma reposição de 20% das perdas salariais acumuladas de 1994 a 2002; a reparação e o aumento linear de R$ 200; adicional noturno; antecipação da gratificação natalina; horas extras; anuênio, e a não privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrados (ECT).
As duas categorias também têm reivindicações acerca das condições de trabalho. Os bancários pleiteiam o fim das metas abusivas, do assédio moral que adoece os bancários e das demissões, além de mais contratações; aumento da inclusão bancária; combate às terceirizações, especialmente ao Projeto de Lei (PL) 4330/04 que precariza as condições de trabalho, e aplicação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as dispensas imotivadas.
Já os trabalhadores dos Correios pleiteiam a redução da jornada de trabalho dos atendentes para seis horas, segurança nas agências e entregas de correspondências pela manhã. Os trabalhadores também cobram a realização de concurso público e defendem o plano de saúde para a categoria sem modificações.

