Século Diário informou no último domingo (12), que o deputado Amaro Neto (PPS) estaria flertando com o Solidariedade (SD). O deputado federal Carlos Manato, presidente estadual da sigla, já teria procurado Amaro para lançá-lo candidato pelo SD à prefeitura de Vitória.
A investida de Manato é interessante. Recordista de votos na última eleição a deputado estadual, Amaro seria um concorrente incômodo para qualquer um dos candidatos que decidir concorrer à prefeitura da segunda principal vitrine política do Estado. Os concorrentes sabem que o desempenho de Amaro nas urnas é imprevisível.
O governador Paulo Hartung (PMDB), que vem articulando a sucessão de Vitória com a destreza de um ourives, é outro que ficou assustado com a movimentação do Solidariedade e com o nome de Amaro na corrida pela prefeitura da Capital. Hartung, que tem horror a construir estratégias em cenários imprevisíveis, já teria encontrado uma saída para neutralizar as ambições de Amaro.
O governador teria dado ao presidente regional do PTB, o ex-deputado José Carlos Elias, a missão de oferecer a legenda para o deputado que está de saída do PPS. A parte difícil da missão, porém, é convencer Amaro a desistir da disputa em Vitória e se lançar candidato por Vila Velha, onde o próprio Hartung sabe que as chances de reeleição do atual prefeito Rodney Miranda (DEM), seu candidato natural, estariam fortemente ameaçadas.
Líder de audiência com seu popular Balanço Geral, na TV Vitória, Amaro tem uma exposição na mídia que é invejada e temida pelos candidatos e cobiçada pelas lideranças partidárias que estão atrás de nomes que possam dar musculatura às suas legendas.
A dúvida do mercado político repousa na hipótese de o deputado-apresentador surpreender novamente, repetindo a retumbante votação que conquistou em 2014. Seja em Vitória ou em Vila Velha, o nome de Amaro Neto já é motivo de preocupação para quem estará no páreo em 2016.

