O cenário eleitoral ao governo do Estado, assim como em 2010, ficará dependente das articulações nacionais, mas com diferenças sensíveis em relação à disputa passada. Naquela ocasião, o então senador Renato Casagrande (PSB) se beneficiou da movimentação nacional entre PT, PMDB e PSB para desbancar o candidato palaciano à sucessão de Hartung, Ricardo Ferraço (PMDB) e puxar o palanque majoritário no Espírito Santo.
A movimentação em 2010 consistiu no apoio aos seis candidatos a governador do PSB em troca da desistência de Ciro Gomes da corrida presidencial. Hoje, o ex-governador Paulo Hartung é quem depende das articulações presidenciais para definir seu papel na eleição do próximo ano.
Em outras condições, Hartung não dependeria de uma influência externa para legitimar sua candidatura, mas as movimentações do governador Renato Casagrande minaram aos poucos a capacidade de aglutinação do peemedebista na construção de uma candidatura de contraponto à atual gestão socialista.
Nem mesmo o racha do PSB com o PT e PMDB abalou a base do governador Renato Casagrande, tanto que no Estado as militâncias petistas e peemedebistas lutam para permanecer no grupo do governador para a disputa do próximo ano.
O grupo do ex-governador tentou criar uma atmosfera de pressão das nacionais para que ele seja o candidato do PMDB. Desta maneira, ele puxaria o palanque de reeleição de Dilma Rousseff e não o senador Ricardo Ferraço. Mas há muitas controvérsias sobre essa possibilidade.
O PT nacional não quer Ferraço e parte do PMDB nacional também não, mas quem vai decidir os palanques regionais pelo PMDB é o vice-presidente da República, Michel Temer, que estaria mais balançado para o lado de Ricardo Ferraço.
O PT do Espírito Santo quer manter sua postura de apoio à reeleição de Casagrande e só iria para o palanque do PMDB com Paulo Hartung à frente da disputa, caso não consiga, o partido tende a se unir à candidatura do senador Magno Malta (PR).

