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Relatório final da CPI dos Empenhos pode incluir ex-governador entre os indiciados

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Empenhos se reúne nesta quarta-feira (19) na Assembleia Legislativa para tentar pôr fim à novela que virou a leitura do relatório dos trabalhos. A expectativa nos corredores da Casa é de que os aliados do governador Paulo Hartung (PMDB), que integram o colegiado, incluam o ex-governador Renato Casagrande (PSB) no rol de denunciados por pagamentos em empenho no final do governo passado.

Entre os aliados do Palácio Anchieta estão Gildevan Fernandes (PMDB), líder do governo na Casa e presidente da CPI; Erick Musso (PMDB), vice-líder do governo e o deputado Dary Pagung (PRP), também governista. O relator da Comissão, deputado Euclério Sampaio (PDT), apresentou o relatório em maio, indiciando seis secretários de Estado, mas deixou o então governador de fora, por entender que ele não era o ordenador de despesa.

Em junho, depois de muita confusão, os aliados palacianos conseguiram anular o relatório. Gildevan Fernandes, que preside o colegiado, conseguiu prorrogar os trabalhos, na tentativa de incluir no relatório o nome do ex-governador.

Na Casa, o processo eleitoral foi visto como um fator que influencia na decisão do colegiado. Tanto que os trabalhos foram paralisados durante a eleição. Em Aracruz, o fato de o peemedebista Erick Musso receber o apoio do PSB, foi visto como uma espécie de investimento socialista para tentar desequilibrar o jogo na CPI.

A tendência é de que entre os membros da comissão, Euclério e Freitas (PSB), decidam pela não inclusão de Casagrande. Gildevan e Pagung estariam no grupo justamente para garantir a inclusão de Casagrande. Musso seria o ponto vulnerável do colegiado. Mas com a derrota do deputado na disputa à prefeitura, a expectativa é de que ele se una aos governistas.

A inclusão do nome de Casagrande no rol de denunciados pela CPI é importante para o governo do Estado, porque isso poderia servir de subsídio para que os aliados de Hartung na Assembleia possam julgar as contas do socialista, relativas ao exercício de 2014, como irregulares. Com uma condenação pela Assembleia, algo que seria inédito no Estado, Casagrande ficaria fora do jogo político de 2018, enquadrado na Lei Ficha Limpa.

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