Podemos está entre as siglas que apresentou chapas mais competitivas para deputados

Dos sete partidos e federações da coligação do governador Ricardo Ferraço (MDB), dois são de centro-esquerda (PSB e PDT) e cinco são de direita e centro-direita. Desse último grupo, Século Diário abordou, em outra matéria, as candidaturas da federação União Progressista (UPB, União Brasil + PP), que tem um peso a mais na aliança. As demais siglas incluem Agir, Movimento Democrático Brasileiro (MDB), a federação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) com o Cidadania e o Podemos – sendo que esse último está entre os que apresenta as chapas mais competitivas nas disputas proporcionais.
O presidente estadual do Podemos, Gilson Daniel, vai tentar a reeleição para deputado federal. A chapa para a Câmara dos Deputados também inclui: Alessandro Broedel, ex-prefeito de Sooretama, no norte do Estado; Capitã Estéfane, ex-vice-prefeita de Vitória; o jornalista Philipe Lemos, ex-secretário estadual de Turismo; Guerino Balestrassi, ex-prefeito de Colatina (noroeste); Renzo Mendes, vereador de Vila Velha; Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidiga (PDT)l; Roberto Rangel, ex-vereador de Aracruz; e Sandra Freitas, jornalista.
Além do próprio Gilson Daniel, Serginho Vidigal é uma das principais apostas do Podemos. Ele tem sido trabalhado como sucessor da “linhagem vidigal” na política capixaba, e poderá se colocar como futura liderança para o município da Serra.
Alessandro Broedel e Guerino Balestrassi entram na chapa após experiências na gestão estadual, o primeiro como presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e o segundo como secretário de Recuperação do Rio Doce. Guerino, porém, vem de derrota no segundo turno das eleições de 2024.
Philipe Lemos teve uma experiência curta na Secretaria de Turismo. Mais conhecido pela atuação no telejornalismo, Lemos obteve 45,2 mil votos na eleição passada. Sandra Freitas também teve visibilidade na televisão nas últimas décadas, mas não conseguiu se eleger para um mandato após três tentativas.
Roberto Rangel ficou em segundo lugar na eleição pela Prefeitura de Aracruz (norte) em 2024, numa disputa em que o prefeito Dr. Coutinho (PP) se reelegeu com 70,15% dos votos. Capitã Estéfane não conseguiu vaga como vereadora de Vitória em 2024, após experiência como vice-prefeita, e Renzo Mendes tenta pela primeira vez um mandato fora da esfera municipal – chegou a ser especulado como possível vice de Ricardo Ferraço.
Maior bancada da Ales
O Podemos se tornou a maior bancada partidária da Assembleia Legislativa do Estado (Ales) após o fechamento da janela de trocas, em abril. A sigla já contava com Allan Ferreira e Alexandre Xambinho desde o início da legislatura. Agora, também tem entre nos quadros Gandini (ex-PSD), Marcos Madureira (ex-PP) e Zé Preto (ex-PP). Todos eles são candidatos à reeleição.
Entre os novos nomes estão dois representantes das forças de segurança. Um deles é Coronel Caus, que ganhou visibilidade após o período como comandante-geral da Polícia Militar do Estado (PMES). O outro é o delegado da Polícia Civil Leandro Sperandio, conhecido pelos conteúdos nas redes sociais. Em 2024, desistiu na última hora de uma candidatura a prefeito de Aracruz. Mais uma aposta do Podemos para a Ales é a ex-secretária estadual de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social, Cyntia Grillo.
Dois vice-prefeitos compõem a chapa estadual do partido: Zé Ramos Furtado, de Iúna (Caparaó), que também já foi prefeito; e Franco Fiorot, de Linhares. O município do norte do Estado ainda está representado na chapa com os vereadores Alysson Reis e Roninho Passos.
Outros vereadores que também vão tentar vaga de deputado estadual pelo Podemos são: Léo Pindoba e Rogério Cardoso, de Vila Velha, e Joilson Broedel, de Viana (Grande Vitória); e Paulo Neto, de Itapemirim (litoral sul).
Apenas chapas estaduais
Agir, MDB e PSDB-Cidadania só conseguiram formar chapas de candidatos a deputado estadual. Os dois primeiros contam atualmente com representação na Ales, e a federação perdeu os dois deputados que tinha na última janela partidária.
No caso do Agir, o deputado Hudson Leal vai tentar a reeleição. A chapa do partido tem uma peculiaridade, que é a presença de vários ex-prefeitos: André Fagundes, de Nova Venécia, e Brizola Corteletti, de Águia Branca (noroeste); Christiano Spadetto, de Conceição do Castelo, e Hilário Roepke Gatinha, de Santa Maria de Jetibá (região serrana); Dr. Jonhson e Luciano Pingo, de Ibatiba (Caparaó); Fabrício Petri, de Anchieta (litoral sul); e Toninho da Emater, de Pinheiros (extremo norte), que teve uma passagem pela Ales como suplente. Também é candidato pela sigla o ex-deputado estadual Carlinhos Lirio, segundo colocado na última eleição para prefeito de São Mateus (norte).
O MDB, partido do governador, é representado na Ales por Mazinho dos Anjos e Vandinho Leite, sendo que ambos saíram do PSDB. A chapa atual tem sete ex-deputados estaduais: Alexandre Quintino, Gilsinho Lopes, Sandro Locutor, Sergio Borges, Sergio Majeski, Solange Lube e Torino Marques. Lelo Couto, presidente da Câmara de Cariacica, Pastor Ezequias, vereador de Colatina, Delegado Piquet, ex-presidente da Câmara de Vitória, e Arnobio Pinheiro, ex-prefeito de Pinheiros, são outros nomes. A chapa conta ainda com a presença de Jeesala Coutinho, filha do prefeito de Aracruz, e Rodrigo da Cozivip, irmão do prefeito de São Mateus, Marcus da Cozivip.
Já o PSDB tenta recuperar espaço após os movimentos do prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, que deixou a sigla em situação ainda mais complicada. Entre os seus principais candidatos estão Luiz Paulo Vellozo Lucas, ex-deputado federal e ex-prefeito de Vitória; e os vereadores Anadelso, de Vila Velha, e Vandinho da Padaria, de Cachoeiro de Itapemirim (sul do Estado). O Cidadania, por sua vez, sequer registrou candidaturas.

