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PL pode perder principal puxador de votos para Câmara dos Deputados

MPE pede impugnação de Gilvan da Federal; veja as principais candidaturas bolsonaristas

Câmara dos Deputados

O Partido Liberal (PL), o Republicanos e o pequeno Democrata fecharam uma aliança do campo conservador nas eleições majoritárias deste ano. Nas disputas proporcionais, porém, a tendência, hoje, é que percam um de seus principais candidatos: Gilvan da Federal (PL), escalado para tentar reeleição como deputado federal. Se isso de fato se concretizar, o PL também perderá um de seus principais puxadores de votos para o Congresso Nacional no Espírito Santo.

Gilvan da Federal foi condenado por violência política de gênero contra a deputada estadual Camila Valadão (Psol), o que lhe rendeu inelegibilidade por oito anos – além da pena de um ano e quatro meses de reclusão, convertida em medidas restritivas de direitos, e o pagamento de multa. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, lhe concedeu habeas corpus para registrar candidatura, mas não analisou o mérito da condenação. Agora, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pede que ele seja impugnado em definitivo.

“(…) se de um lado a liminar busca assegurar a participação do candidato no processo eleitoral, é dever do Ministério Público Eleitoral impugnar sua candidatura com arrimo na causa de inelegibilidade existente, conquanto suspensa temporariamente por decisão precária”, diz a petição do MPE. Gilvan ainda pode apelar contra a condenação, mas, por enquanto, o cenário é desfavorável.

Além disso, o Ministério Público afirmou que Gilvan escolheu como fotografia uma imagem em que aparece com camisa verde e amarela e com os dizeres “Deus, Pátria e Família”, além de uma bandeira do Brasil. Segundo o órgão ministerial, isso viola a Resolução TSE 23609/19, que veda que a fotografia de urna do candidato apresente elementos cênicos ou adornos, especialmente os que tenham conotação de propaganda eleitoral.

Gilvan também teve condenações, em primeira instância, por falas transfóbicas contra a ativista Deborah Sabará e por por injúria e difamação praticadas contra a educadora Marlene Busato, ex-diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Izaura Marques da Silva, além de ter se tornado réu no Supremo Tribunal Federal (STF) após desejar a morte do presidente Lula (PT).

Chapas do PL

A inelegibilidade de Gilvan da Federal, se for confirmada, criará um desfalque e tanto na chapa do PL para a Câmara dos Deputados, mas o partido ainda conta com outros nomes com capital político. Um deles é Lucas Polese, eleito em 2022 para deputado estadual com 29,4 mil votos, logo em sua estreia nas urnas. 

Outro que está na chapa do PL de candidatos a deputado federal é o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga, eleito três vezes para mandatos em Brasília. Neucimar fez críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no episódio “Dark Horse” e bateu boca com Gilvan pelas redes sociais por conta disso, mas foi mantido entre as candidaturas.

O ex-deputado estadual Carlos Von, que até pouco tempo estava com tornozeleira eletrônica por conta de suspeita de participação em atos antidemocráticos, também é candidato a deputado federal pelo PL. 

Na Assembleia Legislativa do Estado (Ales), dois dos cinco deputados eleitos pelo PL em 2022 tentarão reeleição: Capitão Assumção e Delegado Danilo Bahiense. Além de Polese, que “subiu” para federal, Callegari (DC) e Zé Preto (Podemos) já deixaram o partido.

Outras apostas do PL para a eleição para deputado estadual este ano incluem cinco vereadores da Grande Vitória: Armandinho Fontoura e Darcio Bracarense, de Vitória; Pastor Dinho Souza, da Serra; Devacir Rabello e Pastor Fabiano, de Vila Velha. Entretanto, Armandinho também é alvo de ação de impugnação do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Também estão na chapa estadual do PL: Dr. Henrique Vargas, ex-deputado estadual e ex-prefeito de São Gabriel da Palha (noroeste); o ex-deputado estadual Rafael Favatto, que também foi vice-prefeito de Vila Velha; e os vereadores Branco da Penal, de São Mateus (norte); Creone da Farmácia e Coronel Fabrício, de Cachoeiro de Itapemirim (sul); Dr. Vitor Louzada, de Colatina (noroeste); e Thiago do Casal Policial, de Guarapari (região metropolitana).

Republicanos e Democrata

No Republicanos, os candidatos a deputado federal com maior capital político são Carlos Manato, ex-parlamentar em Brasília que chegou ao segundo turno do Governo do Estado em 2022; o presidente estadual da sigla, Erick Musso, que também já presidiu a Ales; e o ex-secretário estadual de Segurança Pública, Coronel Ramalho, que recentemente chefiou a pasta de Meio Ambiente em Vitória. 

Agente Dias, vereador da Serra, e Tatiana Perim, vice-prefeita de Guarapari, são outros nomes da chapa federal. Os dois deputados federais que se elegeram pelo Republicanos em 2022, Amaro Neto e Messias Donato, migraram para a federação União Progressista (UPB).

Em 2022, o Republicanos era o partido do campeão de votos na Assembleia Legislativa, Sergio Meneguelli, que não está mais na sigla e nem disputará reeleição (vai tentar o Senado). Com isso, vão tentar se reeleger pelo partido os deputados estaduais Alcântaro Filho, Bispo Alves e Pablo Muribeca (esse último foi eleito pelo Patriota, sigla depois incorporada ao PRP).

Outros que estão na chapa estadual do Republicanos são os vereadores Anderson Goggi (presidente da Câmara Municipal) e Davi Esmael, de Vitória; e Johnatan Maravilha, de Linhares. O delegado civil Romualdo Gianordolli, ex-membro da cúpula de Segurança do Governo do Estado, vai encarar as urnas pela primeira vez. A chapa ainda conta com a presença do ex-deputado estadual Marcos Garcia.

No caso do partido Democrata, o nome mais conhecido é o do veterano Nilton Baiano, médico e ex-deputado federal. Sua última experiência em mandatos políticos foi em 2014, quando assumiu uma cadeira de deputado estadual por seis meses como suplente.

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