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O que ainda falta ser definido na disputa pelo Senado

A confirmação de Evair de Melo pelo Republicanos; o destino incerto de Sergio Meneguelli; o amplo leque de pré-candidatos a senador; e mais

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Confirmações no Republicanos

O Republicanos realizou convenção partidária na noite desta terça-feira (4), confirmando Lorenzo Pazolini como candidato a governador, ainda sem vice na chapa. Como esperado, o deputado federal Evair de Melo foi o escolhido para compor a chapa para o Senado Federal com Maguinha Malta (PL), com quem o Republicanos fechou aliança. Isso quer dizer que, se o Partido Social Democrático (PSD) ainda pretende se coligar com o grupo da oposição de extrema direita, só haverá espaço para indicar um vice para Pazolini (o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon e a primeira-dama de Colatina Lívia Vasconcelos poderiam ser os nomes). Quanto ao deputado estadual Sergio Meneguelli como candidato a senador, nada feito.

Capital político

Serginho Meneguelli tem tido bom desempenho em pesquisas de intenção de voto, acima de Maguinha Malta e de Evair de Melo – aliás, muito superior a esse último. Mas, na hora de escolher os nomes que vão para a urna, não é só isso o que conta. Maguinha é filha do senador Magno Malta, o todo-poderoso do Partido Liberal, e qualquer acordo com a sigla teria que passar pela aceitação à representante do “clã” na disputa pelo Senado. Evair, por sua vez, foi premiado por sua fidelidade ao bolsonarismo, tendo inclusive recebido declaração de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no passado, além de ser um dos principais articuladores da pré-campanha de Lorenzo Pazolini desde o início. Já Meneguelli tem um perfil ideológico difuso e não é bem visto pelos bolsonaristas. O deputado federal Gilvan da Federal (PL) lembrou recentemente de um episódio em que Serginho foi às redes sociais pedir que a população cobrasse da Câmara dos Deputados a manutenção da prisão do ex-deputado federal Daniel Silveira (PL-RJ), condenado por ameaças ao Estado democrático de direito e incitação à violência contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Jogo difícil com governistas

Ainda existe a possibilidade de o PSD se articular com a frente governista para indicar um segundo candidato a senador ao lado de Renato Casagrande (PSB) – o vice do governador Ricardo Ferraço (MDB) já foi escolhido: o vereador de Vitória Camillo Neves (PP). Entretanto, a essa altura do campeonato, Rose de Freitas (MDB) está bem encaminhada para pegar a vaga. No início das articulações, ela não era a favorita, por ter passado os últimos anos distante dos holofotes e também por ser de um partido que já teria a indicação principal nas disputas majoritárias (Ferraço). No fim das contas, os pré-candidatos a senador do grupo foram desistindo, Rose se articulou com a direção nacional do seu partido e se manteve firme. Além disso, Rose tem demonstrado um capital político considerável e tem se saído bem nas pesquisas, fruto da sua longa experiência política, incluindo um mandato de oito anos no próprio Senado.

Palanque próprio

Uma alternativa seria o PSD erguer um palanque próprio nas eleições, com Serginho garantido na disputa pelo Senado. O ex-governador Paulo Hartung, que seria o principal nome do partido para o Governo do Estado, já indicou que não vai encarar a missão. Outra opção seria Guerino Zanon, que foi candidato em 2022. Em breve saberemos o que o partido presidido pelo prefeito de Colatina (noroeste do Estado), Renzo Vasconcelos, vai fazer para sair dessa sinuca.

Candidaturas para todos os gostos

Por enquanto, no campo da oposição, Maguinha Malta e Evair de Melo estão garantidos na disputa pelo Senado. Marcos do Val (Avante), Callegari (DC) e Leonardo Monjardim (Novo) também se juntam aos conservadores do ponto de vista ideológico, mas sustentam palanques independentes. À esquerda, Fabiano Contarato (PT) tentará a reeleição; Professor Fabian foi lançado pelo Partido Socialismo e Liberdade (Psol), mas a Rede Sustentabilidade vai apoiar Renato Casagrande como segundo candidato, e a mesma resolução deverá ser tomada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV). No campo governista, Casagrande está garantidíssimo, e Rose de Freitas, quase. Falta saber qual será o destino de Sergio Meneguelli. Se todos esses nomes entrarem de fato na disputa, serão dez candidatos. Em 2022, foram nove candidaturas, mas a grande maioria com pouco peso na concorrência, em contraste com o atual processo eleitoral.

Duas vagas?

Em 2026, ao contrário do pleito passado, serão duas vagas de senador em disputa. Ou seria uma só? Isso porque é muito difícil imaginar que Renato Casagrande não ganhará uma das vagas, tendo em vista que deixou dois mandatos consecutivos no Governo do Estado (três no total) com boa aprovação. Marcos do Val e Fabiano Contarato, os dois candidatos que buscam se reeleger, não terão vida fácil.

Definições a caminho

Esta quarta-feira (5) é o último dia de realização de convenções partidárias. PSD, Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a federação União Progressista (UPB, União Brasil + PP) realizarão seus encontros aos 45 do segundo tempo, e com bastante coisa ainda em jogo.

Julgamento do caso Luisa Lopes

Também nesta quarta-feira, é realizado em Vitória o julgamento de Adriana Felisberto Pereira, responsável pelo atropelamento que matou a modelo Luisa da Silva Lopes, em 15 de abril de 2022. Na ocasião, ela tentava atravessar a avenida Dante Michelini, na capital, quando foi atingida pelo carro de Adriana, que estava embriagada. O caso ganhou muita repercussão e foi abraçado pelo movimento cicloativista.

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